domingo, 1 de junho de 2008

O Grande Rio

A cidade do Rio de Janeiro está rodeada por cidades importantes, ligadas entre si não somente fisicamente, mas também pelo fluxo de pessoas e serviços, o que não pode ser ignorado na hora da formatação de políticas públicas.
O pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, defende como uma de suas propostas de governo tratar o Rio como Metrópole. Não só pelo fato de a cidade ser base profissional e comercial de muitos moradores de cidades adjacentes, mas também porque este fator gera a necessidade da elaboração de políticas públicas eficazes para esta população “flutuante”.
Não se trata de os municípios perderem suas identidades. Cada um continua como entidade político-administrativa independente, porém conurbados com a cidade principal.
A conurbação é caracterizada pela seqüência de cidades e seus arredores sem que elas se confundam, mas não é particularidade imprescindível para a formação da Metrópole. O fluxo de pessoas, principalmente o de trabalhadores e a utilização dos serviços públicos (no caso do Rio de Janeiro podemos destacar o serviço hospitalar, por exemplo, muito demandado pelos municípios vizinhos) também define o que forma uma Metrópole.
Os hospitais públicos municipais devem estar formatados para atender os moradores de outras cidades. As prefeituras dos municípios que formam a Metrópole devem investir na compra de ônibus e ambulâncias para o transporte dos usuários do sistema público de saúde, entre outras medidas importantes.
O mesmo acontece com os outros serviços públicos. Os assentamentos periféricos, por exemplo, têm aumentado consideravelmente a sua área de ocupação nas metrópoles latino-americanas. Segundo o IBGE (Censo 2000), a cidade do Rio de Janeiro possui 513 favelas cadastradas, perdendo apenas para São Paulo, com 612.
Isso faz da ocupação social um dos grandes problemas das metrópoles brasileiras, pois geram tantos outros, com destaque para a falta de desenvolvimento sustentável, caracterizada pelo crescimento econômico com esgotamento dos recursos naturais, dificultando a conservação ambiental.
Para que as ações sejam bem planejadas e tenham sucesso, os indicadores sociais são insumos básicos e indispensáveis em todas as fases do processo de formulação e implementação de uma política pública.
Todas as fases do processo de formatação de uma política social requerem o emprego de indicadores específicos, cada qual trazendo elementos e subsídios ideais para o bom encaminhamento do processo; seja ele um programa de qualificação de mão-de-obra, um projeto de infra-estrutura urbana ou uma ação para reduzir as taxas de repetência escolar em determinada região.

Junho / 2008

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A História das Coisas

Este documentário de 20 minutos, enviado por um leitor, chama a atenção para o caminho que as coisas que consumimos percorrem. Boa reflexão...

21 min 19 sec - Apr 21, 2008
Description: THE STORY OF STUFF / A HISTÓRIA DAS COISAS
Organização e Apoio: InfoNature.Org (
www.infonature.org)
**** Tradução e Legendagem: DocsPT (www.docspt.com)
"O que é a História das Coisas?
... Desde a sua extracção até à venda, uso e disposição, todas as coisas que compramos e usamos na nossa vida afectam as sociedade no nosso país e noutros países, mas a maioria disto é propositadamente escondido dos nossos olhos pelas empresas e políticos.
A História das Coisas é um documentário de 20 minutos, rápido e repleto de factos que olha para o interior dos padrões do nosso sistema de extracção, produção, consumo e lixo.
A História das Coisas expõe as conexões entre um enorme número de importantes questões ambientais e sociais, demonstrando que estamos a destruir o mundo e a auto-destruirmo-nos, e assim apela-nos a criar um mundo mais sustentável e justo para todos e para o planeta Terra.
Este documentário vai-nos ensinar algo, fará ri, e acabará por mudar para sempre a maneira como olhamos para todas as coisas que existem na nossa vida. Um excelente documentário a não perder. "
Maio / 2008

domingo, 25 de maio de 2008

Pureza Extraordinária

Uma marca de vodka fez uma campanha sensacional para ilustrar a revolta do meio ambiente contra os abusos do Homem.
A história começa com o sujeito no barco jogando uma latinha de alumínio e o mar devolvendo a lata pra ele.
Após a primeira "devolução", o mar continua devolvendo tudo o que estava submerso, fazendo uma grande limpeza.
A marca compara a pureza da bebida com a pureza do mar, depois que ele se livra de tudo o que jogamos lá dentro.
Quem não viu, vale a pena conferir:

Maio / 2008

terça-feira, 20 de maio de 2008

Entrando na onda do Gabeira

Na opinião de muitos a candidatura de Fernando Gabeira precisa “virar uma onda” para dar certo. E parece que ele já sabe disso. Em reunião hoje em carioquíssimo hotel na Praia do Flamengo, o pré-candidato se dirigiu a um público eclético, formado inclusive por artistas – quer cantora mais carioca do que Paula Toller, vocalista da banda Kid Abelha?

Gabeira falou sobre tudo: encontrar a vocação econômica da cidade, investindo mais no turismo; transformar a saúde do Rio, fazendo ela funcionar com estrutura adequada de saúde de família, unificação tecnológica, sistema de compras de remédios e implantação de mais hospitais de emergência, entre outras medidas; tratar a cidade como Metrópole, pois estamos rodeados por 17 cidades importantes; unificar o transporte para facilitar a vida do cidadão...

Reforçou a defesa da educação integral de Brizola e Darcy Ribeiro (feita na coletiva dada no dia 11 de março e publicada aqui no blog no dia seguinte); se mostrou disposto a ajudar no combate à violência, citando projetos internacionais e ressaltou ter o compromisso de não fazer promessas vãs.

Trabalhar melhor e trabalhar mais. Defendeu prazos para a realização de metas.

Ouvir este representante político querer resgatar a auto-estima da cidade e pedir o apoio de figuras importantes, para que elas emprestem sua imagem nesta luta pela recuperação, enche o peito de esperança de qualquer um que se orgulhe de morar numa cidade tão linda, tão verde e tão degradada.

Ele sabe que não é fácil. Tem o cuidado de usar palavras como atenuar, aliviar, recuperar, investir... O potencial do Rio é imenso, só precisa vontade e muito trabalho.

E isso o pré-candidato pela Frente Carioca (PV, PSDB e PPS), com 67 anos de experiência, tem de sobra.

A maioria dos jovens brasileiros cresceu com impeachment e mensalão na mídia, por isso o interesse quase zero por política, a não ser que a família tenha algum engajamento; porque nem os grêmios têm envolvimento político de vanguarda nos dias de hoje.

Me pego muitas vezes explicando por que gosto de política, seja em rodas de amigos ou em grupos profissionais. Isso deveria ser uma qualidade esperada em qualquer cidadão, e não motivo de vergonha por ter interesse ou alienação pelas decepções.

Ao ouvir Fernando Gabeira tive vontade de dizer que ele é capaz de resgatar o orgulho político do brasileiro.

Fernando Gabeira, que sua campanha vire uma onda gigantesca, como as que sua filha costuma enfrentar, e desperte novamente o interesse pela democracia e pelo jogo limpo na política brasileira.
Maio / 2008

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Jovens lideranças

Debater os Direitos Humanos e cidadania através de projetos sociais é de extrema importância para estimular o protagonismo juvenil. O jovem deve se interessar pelas questões para entender o mundo em que vive e saber escolher seu caminho.

Muitos jovens líderes não têm preparação por falta de acesso à informação. É preciso dar ferramentas para que eles dominem conceitos como racismo, exclusão social, xenofobia, neonazismo, etc.

“Dignidade e justiça para todos nós” é o tema da campanha de 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948). Ela é o primeiro documento internacional que reconhece que todos os seres humanos têm direitos e liberdades fundamentais.

Com mais de 360 traduções, das seis línguas oficiais das Nações Unidas (árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol) faladas por bilhões de pessoas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos continua a ser o documento mais traduzido do mundo segundo o Guinnes World Record.

A prática nem sempre é satisfatória, mas o conteúdo do texto é sonho de consumo de muita gente boa.

O site oficial dos 60 Anos da Declaração traz o passo a passo para quem quiser pedir autorização para usar a logomarca (http://www.ohchr.org/EN/UDHR/Pages/Logo60.aspx) e divulgar a campanha.


Elegi o Artigo II para ilustrar este post:

“Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição”.

"Dignidade e justiça para todos nós”

Maio / 2008

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Divulgação: Marco Mroz fala sobre o legado do Global Greens 2008

O blog do PV fez duas perguntas para Marco Antonio Mroz, Secretário Nacional de Relações Internacionais e Coordenador do Global Greens 2008:

1. Qual o saldo da realização do Global Greens 2008?
Penso que o saldo final tenha sido a nossa própria constatação, ao vivo, de que realmemte estamos em processo para sermos a única força política que pode dar respostas sócioambientais a grave crise ambiental que o planeta vive. Temos uma capilaridade que nenhuma outra força política tem.
2. O que muda para o movimento ecologista internacional?
O movimento ecologista internacional precisa ser colocado como uma via de mão dupla: produzir e seduzir pessoas e governos com políticas públicas sócioambientais e reconhecer nos verdes os legitimos agentes para implementá-las.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Divulgação: Balanço do Global Greens


Penna: "Global Greens serviu para mostrar que não somos um gueto"Durante 4 dias, mais de 800 participantes de 88 países transformaram São Paulo na capital mundial dos verdes. O maior encontro da história dos verdes mostrou a vitalidade do ecologismo, única força política da atualidade que possui condições de se articular internacionalmente de forma representativa.

O Global Greens 2008 também marca um novo momento para os verdes. Se o início do movimento foi de protestos e manifestações, agora há um interesse maior na formulação de políticas públicas para intervir na sociedade. Essa postura é reflexo da condição de muitos partidos verdes, que saíram da marginalidade política e se transformaram em partidos de grande expressão em seus países, com forte poder de influência na formulação de leis e políticas nos parlamentos e nos governos. Isso já era sentido no I Global Greens, em 2001, principalmente pela postura dos verdes europeus que, naquele momento, compunham alguns governos nacionais em seus países, e foi neste segundo encontro, a tônica dos debates.

A questão dos biocombustíveis foi colocada na ordem do dia do movimento, com uma forte rejeição dos verdes europeus. Esses verdes criticam, principalmente, o etanol estadunidense (feito de milho) e argumentam que a produção deveria ser voltada para a alimentação. Para eles, há uma forte relação entre a produção de biocombustíveis e a atual crise de alimentos enfrentada pela humanidade. Os verdes europeus afirmam que a ênfase deve continuar sendo uma pressão para que os países reduzam o consumo de combustíveis ecologicamente insustentáveis e que se reforce a pressão para a adoção das energias eólica e solar. A preocupação deles é que se considere os biocombustíveis como a solução para o aquecimento global, sem levar em conta os danos sócio-ambientais envolvidos na produção destes e, principalmente, que sejam considerados como uma espécie de "licença verde" para seguir no padrão insustentável de consumo atual.

Outro destaque foi a participação dos mais de 200 verdes brasileiros, presentes em workshops e palestras. Dois grandes eventos organizados pelo PV brasileiro ocorreram durante o Global Greens 2008: o I Congresso Nacional da Juventude do PV, que elegeu a primeira direção nacional jovem e o Encontro Nacional das Executivas Estaduais, onde foram debatidas políticas e idéias para o Partido Verde. Durante o Encontro, o Presidente Nacional do Partido Verde, José Luis Penna, afirmou a relevância do Global Greens para mostrar aos verdes brasileiros "que não somos um gueto político". Estamos no mundo todo, mais vivos do que nunca.

Perdeu o Global Greens? Assista aos vídeos do evento:

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Global Greens: tentando salvar o mundo


São Paulo, Brasil, participando do II Global Greens, congresso dirigido a todos os Verdes do planeta para discutir o aquecimento global e seus impactos.

O evento acontece de 1º a 4 de maio, na Fundação Memorial da América Latina – auditório Simon Bolívar, e a abertura, realizada ontem às 18h, contou com a participação de 80 países de todos os continentes.

O porta-voz do Partido Verde Europeu, Philippe Lambert, ressaltou que é preciso participação com decisão, o que ele chamou de “Green Action” (Ação Verde). Segundo ele, isso só é possível se tivermos representantes Verdes na política.

A outra porta-voz do Partido Verde Europeu, Ulrike Lunacek, afirmou que apesar de agora o mundo inteiro estar debatendo os problemas ambientais, são os Verdes quem têm a solução, o restante faz apenas “lip service” (falatório - trabalho de lábios, em tradução literal).

Segundo ela, a política verde, que se baseia em três pilares (defesa do meio-ambiente, justiça social e direitos humanos + democracia) deve chegar ao topo da agenda política mundial.

Acompanhem o evento ao vivo:
http://www.globalgreens.org.br/new/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1


Maio / 2008

terça-feira, 29 de abril de 2008

O Veneno e o Antídoto

Estive na Casa do Saber na sexta-feira passada para assitir ao documentário "O Veneno e o antídoto: uma visão da violência na Colômbia", com direito a debate com o ex-Secretário de Segurança Pública de Bogotá, Hugo Acero.
Com muitas entrevistas e depoimentos o filme passa com simplicidade a mensagem de que existe uma saída para o problema que enfrentamos no Brasil.
Algumas cidades brasileiras passam exatamente o que se passou em Medelín nas décadas de 80 e 90 e se o fenômeno não for enfrentado teremos consequências desastrosas. Durante o debate, Hugo Acero deixou claro que é um trabalho de equipe.
Todas as esferas (população, municipal, estadual e federal) devem se envolver e o respeito aos Direitos Humanos é essencial para o sucesso da empreitada e o engajamento dos cidadãos.
"É o começo do fim da guerra na Colômbia, e o conflito não acaba no campo de batalha", afirmou, se referindo aos esforços que foram feitos para garantir o desenvolvimento da sociedade durante a luta.
Foi traçado um plano de desenvolvimento, principalmente para as zonas que sofreram intervenções, passando por todas as esferas, com enfoque na educação. Não é à toa que Bogotá abriga uma das bibliotecas mais visitadas do mundo, a Luis Ángel Arango, a segunda maior da América Latina, com 45.000 m², que recebe cerca de 9 mil visitantes por dia, tem dois milhões de livros e capacidade para 2.000 leitores sentados.
Além disso, a Luis Ángel Arango também é referência em atividades culturais no país, com programação musical, exposições e acervo de Numismática (estudo de moedas e medalhas).
Nos últimos anos, a prefeitura da cidade construiu diversas megabibliotecas na cidade, todas atendidas por uma rede de ciclovias de 300 km de extensão e um sistema de ônibus articulados em corredores.
A iniciativa da capital colombiana culminou na criação da BIBLIORED, uma rede de bibliotecas espalhadas pela cidade que auxiliou no processo de construção de mais três grandes centros de referência da informação: as bibliotecas El Tintal, El Tunal e Virgílio Barco.
Sobre o filme (http://www.abpitv.com.br/):
O documentário "O Veneno e o antídoto: uma visão da violência na Colômbia" mostra a procura da Colômbia por caminhos para a paz, em meio a um violento conflito interno.
Nos últimos 10 anos, a Colômbia se tornou uma referência em políticas de segurança pública. Bogotá e Medellín, que até os anos 90 eram exemplos de caos e violência urbana, conseguiram controlar a criminalidade na última década.
O número de homicídios por cada 100 mil habitantes em Bogotá, que era de 80, é hoje de 23. Em Medelín, esse índice, que era de 360 há 10 anos, caiu para 29,4, em 2006.O país, entretanto, ainda vive um intenso conflito armado, deflagrado há mais de 40 anos. A tranqüilidade aparente dos dois principais centros urbanos colombianos contrasta com os enfrentamentos no interior do país.
Nas pequenas cidades e no campo, os paramilitares, a guerrilha e as forças governamentais travam uma sangrenta disputa por território. Fugindo desse destino terrível, quase quatro milhões de colombianos deixaram seus lugares de origem e buscaram refúgio nas favelas das grandes cidades do país. São os desplazados - refugiados internos que somam quase 10% da população colombiana e que estão no centro de uma grave crise humanitária.
Existem, porém, dezenas de comunidades rurais, de diferentes regiões da Colômbia, que optaram pela resistência pacífica às pressões dos atores armados do conflito e declararam neutralidade. São as Comunidades de Paz. A mais bem consolidada delas está em San José de Apartadó, um vilarejo próximo à fronteira com o Panamá, no qual vivem aproximadamente 2 mil agricultores.
Apesar dos ataques que já vitimaram 178 de pessoas, os habitantes da Comunidade de Paz de San José de Apartadó insistem na neutralidade e, semeando suas terras e cuidando de seus órfãos, procuram um caminho para viver em paz, ainda que em meio ao conflito.
Abril / 2008

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Os 10 melhores sites verdes internacionais

Saiu no blog do Alexandre Mansur
http://www.blogdoplaneta.globolog.com.br/

Virou o principal portal de ecologia americano. É bastante centrado nos problemas e soluções dos Estados Unidos. Mas traz novidades instigantes para todos nós.
Você não precisa abraçar árvores para ficar em paz com a natureza. O Tree Hugger é um dos melhores pontos de referência para levar uma vida com menos impacto ambiental.
Em seu blog, o repórter Andrew C. Revkin do jornal New York Times investiga os esforços para que nosso planeta sustente 9 bilhões de pessoas com conforto.
O blog é alimentado pelos repórteres e colaboradores da revista britânica New Scientist. Tem posts originais e provocantes sobre o tema.
O meteorologista americano Roger Pielke montou um blog para desfazer as confusões em torno da ciência das mudanças climáticas. É um dos pontos de encontro entre os pesquisadores e o público interessado.
O blog conta o dia-a-dia da revolução tecnológica que promete ajudar a salvar o planeta e ainda preservar o nosso confortável estilo de vida.
A ONG montou um time criativo de ativistas que usa bem as armas da internet para pressionar empresas e governos. Experimente tentar ficar impassível diante deles.
O blog independente do pesquisador francês Edouard Stenger sempre traz alguma análise sensata e diferente do que você está lendo nos outros lugares.
Conhecer e entender o mundo natural nos dá motivos para defendê-lo. O site do Museu de História Natural de Londres é uma expedição sem fim.
A elite da ciência publica suas pesquisas na revista britânica Nature e troca idéias no blog. É ali que está a fronteira do conhecimento sobre natureza, genética e ciência em geral.
Abril / 2008

Os melhores sites verdes

Saiu na Revista Época:

http://www.socioambiental.org/
A mais completa base de dados sobre povos indígenas do Brasil, mapas da Amazônia e informação sobre áreas de conservação.

http://www.oeco.com.br/
Reportagens exclusivas dos recantos mais escondidos do país.

www.greenpeace.org/brasil
Vídeos engraçados, blogs de ativistas e notícias.

http://verbeat.org/blogs/facaasuaparte
Blog de empresária que virou uma ação coletiva com outros 11 blogueiros.

http://www.wwf.org.br/
Site com informações atualizadas sobre as principais questões ecológicas do mundo.

http://mudeomundo.com.br/
O blog dá dicas para uma vida ecologicamente correta.

http://esquecimentoglobal.blogspot.com/
Blog que promove a preservação dos belos cenários nacionais.

http://outraagricultura.blogspot.com/
Blog sobre debate de agricultura orgânica e alimentação saudável.

http://apocalipsemotorizado.net/
O blog prega alternativas para a cultura do automóvel.

http://www.ambientebrasil.com.br/
Portal de notícias de ecologia.

Revista Época
28 de Abril de 2008
Pág. 24

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Família: muito pior sem ela...

O desempenho escolar do aluno está diretamente ligado ao envolvimento do responsável. Diversos educadores defendem que o papel da família deve ser valorizado devido à importância estratégica que ela tem, principalmente na educação infanto-juvenil.

O processo educacional deve ser levado para o dia-a-dia da família. Quanto maior o envolvimento, maior a possibilidade de sucesso.

O pedagogo Antônio Carlos Gomes da Costa, um dos autores do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por exemplo, defende o que ele chama de "pedagogia da presença", onde os pais devem estabelecer uma relação de permanente abertura, reciprocidade e compromisso com seus filhos.

Não existe fórmula mágica, o simples interesse já resolve a questão. Segundo Antônio Carlos, “o desenvolvimento de atitudes favoráveis ao sucesso escolar dos filhos, não depende do grau de consciência cidadã e de engajamento político-social dos pais, mas, fundamentalmente, do amor pelos filhos e do desejo natural e irreprimível de que eles tenham sucesso na sala de aula e na vida. Trata-se, pois, de uma iniciativa de educação familiar, visando a melhoria do desempenho escolar de nossas crianças e adolescentes.”.

A revista Veja da semana (http://veja.abril.com.br/230408/p_092.shtml) traz uma entrevista com o psicanalista francês Charles Melman, onde ele afirma que a instituição familiar está desaparecendo e que as conseqüências são imprevisíveis.

Concordo com Melman quando ele afirma que o papel de autoridade do pai está em decadência. Por mais problemática que seja, é melhor ter uma família do que não tê-la, e não necessariamente à moda antiga (discordando com ele nesse ponto...). Pais separados amam os filhos com a mesma intensidade e as atitudes positivas continuam valendo.

Iniciativas simples como falar bem do colégio, conhecer o professor e se interessar pelo que a criança está aprendendo, permitem que seja estabelecida uma relação harmoniosa e saudável com a escola.

Parece antiquado, mas a família é a base de tudo. Usando as palavras do Gomes da Costa, “se a família muda, muda a escola, muda a comunidade, muda o município, muda o estado, muda o país.”.

Na mesma direção, a revista Isto É
(http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2006/artigo77374-3.htm) do dia 16 de abril colocou na capa a reportagem “Sua família, sua saúde”, divulgando um levantamento feito pela Universidade de Ryerson, no Canadá. Os estudos revelam que fortes vínculos familiares protegem e ajudam o organismo a se recuperar melhor das doenças.
Para fazer tietagem com uma amiga muito querida vou colocar aqui a foto que saiu na revista. Não tem ilustração melhor.
"Família pé na estrada:
Unida, a família da administradora de empresas carioca
Giuliana Monteiro (em pé de camisa lisa) se reúne para viajar. Pais, avós e três meninas colecionam, por exemplo, idas à Disney e à Europa. No ano passado, uma das irmãs casou-se com um italiano e teve uma menina, que fará um ano em junho. Resultado: muito em breve, todos irão para a Itália. (Revista Isto É, 16/4/2008)"

Abril / 2008

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Aculturação e miscigenação: sou brasileira, sim!!

Conheçam o Quilombo São José

O termo aculturação pode significar a formação de uma nova cultura a partir de outras ou a absorção de uma cultura pela outra
[1].

No caso do Brasil, o predomínio da cultura ocidental cristã em nossa dominação foi exercido de um lado pelos colonos, à frente de seus negócios; e do outro, pelos jesuítas, à frente de suas missões.

Esse predomínio se deve ao fato de, na prática, ser impossível exterminar resquícios de uma cultura antiga. A nova cultura sempre terá aspectos da cultura inicial e da cultura absorvida, e no Brasil não poderia ser diferente.

Os portugueses aqui chegaram “descobrindo” o Brasil em 1500 e o resto da história todo mundo já sabe: índios, portugueses e negros deram origem ao que existe hoje em nosso território nacional.

Além de herdeiros genéticos, nossa cultura também descende da mistura dessas raças.

A revista Veja, em dezembro de 2000 (
http://veja.abril.com.br/201200/p_102.html) publicou uma reportagem especial sobre a pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) intitulada "Retrato molecular do Brasil", que traçou o primeiro perfil genético do brasileiro e que concluiu, entre outras coisas, que somos MESMO o país da miscigenação.

A reportagem começa assim:

“Todas as nações e todas as pessoas manifestam curiosidade em relação a seus antepassados. Os brasileiros, mais que os habitantes de países de população homogênea, têm interesse redobrado pelo assunto. Há um mistério e um problema na geração do povo brasileiro. O mistério é saber o que cada um de nós é. Europeus, negros e índios estão na base genética dos 170 milhões de habitantes do país. Sabe-se hoje que mais de 60% dos que se julgam "brancos" têm sangue índio ou negro correndo nas veias. O problema está no fato de que essa mestiçagem influi na maneira como a população se enxerga. Pelo tipo de beleza loura exibida em novelas da televisão, anúncios publicitários e passarelas da moda, o Brasil, ou a elite brasileira, parece envergonhar-se de sua mestiçagem.”.

Como conclui o educador e antropólogo Darcy Ribeiro no livro "O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil" nosso povo “surgiu e cresceu, constrangido e deformado" (Darcy Ribeiro, O povo brasileiro, Ed. Companhia das Letras, 1995, p. 26).

Meu processo educacional não poderia ter sido diferente. Trabalhando no projeto Fala Galera da UNESCO (http://www.unesco.org.br), em 2001, conheci a ONG (organização não-governamental) Jongo da Serrinha (http://www.jongodaserrinha.org.br/secao.asp?cod_secao=home) e cheguei à conclusão de que eu e os demais descendentes de minha família éramos vítimas desse constrangimento citado pelo mestre Darcy.

O Grupo Cultural Jongo da Serrinha tem como objetivo preservar a cultura popular, em especial o turismo étnico, disseminando o samba, os terreiros de umbanda, a história dos nossos antepassados...

Recentemente recebi convite para um evento do Jongo da Serrinha no Quilombo São José (http://quilombosaojosedaserra.blogspot.com/). Pensei “Um quilombo, que ótimo! Mas aonde temos um quilombo aqui no Rio de Janeiro?”. A reposta me causou constrangimento imediato: em Valença, município do estado do Rio de Janeiro, Quilombo da Fazenda São José da Serra...

Como é que eu, natural de Valença, NUNCA ouvi falar sobre o Quilombo São José? É o quilombo mais antigo do estado e embora minha família materna tenha descendência direta de negros eu sequer ouvi histórias ou lendas sobre esta comunidade...

Fica difícil de acreditar, mas como, felizmente, ainda não é tarde, vou organizar uma visita e contar como foi a experiência.

[1] Usando um clichê para os fãs do nosso querido Aurélio, ele define como a interpenetração de culturas, ou seja, o conjunto de fenômenos provenientes do contato direto e contínuo de grupos de indivíduos representantes de culturas diferentes, que acabam por formar uma nova cultura.

Abril / 2008

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Reciclando e Inventando

Passeando em Visconde de Mauá, distrito de Resende, município localizado no sul do estado do Rio de Janeiro, na Região do Vale do Paraíba, me deparei com uma loja de camisetas recicladas de garrafa PET. Se a loja não tivesse uma demonstração do processo de reciclagem eu não teria acreditado nesta possibilidade, como a maioria das pessoas quando eu saio com minha camiseta vermelha fazendo propaganda.

Dados da Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIPET), retirados do site
http://www.cempre.org.br/ , mostram que o volume de reciclagem cresceu 11,5% entre 2005 e 2006, atingindo 194 Ktons. A taxa de 51,3% de PET reciclado sobre o consumo virgem coloca o Brasil em posição de destaque, ficando à frente da Europa (38,6%) e dos Estados Unidos (23,5%) e atrás apenas do Japão (62%).

O consumo de PET no mercado interno brasileiro aumentou 17% em igual período (180 Ktons). É importante destacar que houve expansão da compra do material no formato de polímero (de 2% para 9%), o que indica aumento de valor agregado na cadeia de reciclagem e melhoria na tecnologia de processamento do material. A aplicação em produtos têxteis é o principal destino (40%).

Na onda do “guarda-roupa sustentável” as camisetas saem na frente, mesclando garrafas PET com fibras de algodão. O resultado desta fabricação é o mesmo dos produtos convencionais, como divulga o jornalista Gilberto Dimenstein (
http://www.cempre.org.br/fichas_tecnicas.php?lnk=ft_pet.php) na reportagem “Camisetas ecológicas geram renda para catadores”: “O tecido feito a partir de PET reciclado tem qualidade equivalente a do tecido comum. A respiração, por exemplo, é normal”, destaca o gerente industrial Edvaldo Peres, da Krimpp, empresa que produz o tecido e camisetas a partir de fibra de PET reciclado.

Os interessados podem obter mais informações no site da Fundação Banco do Brasil.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/comunidade/gd080904.htm

Onde encontrar moda sustentável:

* Bibe -
http://www.bibe.com.br
* 1001 retalhos
http://www.naraguichon.com
* Será o Benedito
http://www.seraobenedito.com.br
* Amazon Life -
www.amazonlife.com.br
* Quem te viou quem te vê
http://www.quemteviuquemteve.com
* Projeto Terra -
www.projetoterra.com.br
* Tekoha -
www.tekoha.org
* Natural Fashion -
www.naturalfashion.com.br
* Ciclo Natural -
www.cicloambiental.com
* Rubia Calazans
http://www.byrubiacalazans.com
* Jeans Hall -
http://www.jeanshall.com.br/
* Volcom -
http://www.volcom.com
* Dzarm -
http://www.dzarm.com.br/

Curiosidade:

Iluminação com garrafas PET (
http://video.globo.com)

Em 2002, em pleno apagão, um mecânico de Uberaba percebeu que poderia escapar da escuridão ao pendurar garrafas plásticas cheias de água no telhado de casa.

É uma garrafa PET de dois litros, com água limpa, duas tampinhas de água sanitária e um potinho de filme de máquina fotográfica para proteger do sol, para não estragar a tampa", ensina seu Alfredo.

A invenção atravessou divisas e virou atração no Parque Ecológico Chico Mendes, na Grande São Paulo. Também atiçou a curiosidade da ciência. O engenheiro elétrico Clivenor de Araújo Filho mediu a intensidade de luz de cada garrafa. "Essa luminosidade equivale a uma lâmpada entre 40 e 60 watts", constata.

A idéia luminosa de seu Alfredo se espalhou pela vizinhança.

Assistam ao vídeo:

http://br.youtube.com/watch?v=agC4r5qI50E

Abril / 2008

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Compensação Ambiental

Quanto polui um "cidadão comum"?

Debatendo com amigos sobre o que podemos fazer em relação à degradação ambiental e às mudanças climáticas, recorri a alguns sites especializados no tema do "Carbono Zero" ou "Carbono Neutro”, ou, ainda, “Carbono Neutralizado”.

Todos nós contribuímos para o fenômeno do aquecimento global: com a energia que consumimos nas nossas casas, com as nossas opções de transporte, enfim, no nosso dia-a-dia.

Então vamos lá: que práticas podem ser adotadas para reduzirmos as emissões de gases poluentes que causam o efeito estufa?

“(...) Digamos que você acorde às 6h, ligue a luz da escrivaninha, tome uma ducha de 10 minutos, use o carro por 15 minutos até o escritório, trabalhe, volte pelo mesmo caminho, prepare o jantar e assista a um filme antes de dormir. Como ninguém é de ferro, no verão você pega um avião para visitar a família que está em outro Estado. Pronto, você terá emitido pelo menos 4 toneladas de carbono em um ano, resultado da luz e do combustível consumidos. Isso não quer dizer que você seja um grande poluidor. Basicamente qualquer movimento dentro de uma cidade gera gases do efeito estufa. Você é apenas um cidadão urbano comum, como tantos outros milhões distribuídos pelas grandes e médias cidades do planeta. (...)”.

Retirado do site do deputado federal do Rio de Janeiro Fernando Gabeira (http://www.gabeira.com.br/ ), o trecho acima é parte da reportagem “Carbono zero é meta de empresas do Brasil para 2007” publicada no Estado de São Paulo em 31 de dezembro de 2006, e nos ensina que “Projetos florestais, com o plantio de árvores, são um dos caminhos usados, pois absorvem o CO2 que está no ar e o estocam como biomassa. Aquelas 4 toneladas emitidas por você no ano, por exemplo, equivalem de 6 a 7 árvores.”.

Quem quiser saber mais sobre o assunto, sugiro alguns sites interessantes:

http://www.carbononeutro.com.br/
http://www.carbonobrasil.com/
http://www.aquecimentoglobal.com.br/

Abril / 2008