Por Maurício de Souza, bem bacana.
sábado, 27 de junho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Deu no Ex-Blog
Postado por Ideias em Gotas às 1:42 PM
Presidente Obama
Postado por Ideias em Gotas às 1:07 PM
Divulgação: nova série da GNT
Postado por Ideias em Gotas às 11:41 AM
sexta-feira, 5 de junho de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Ensinando o cérebro
Postado por Ideias em Gotas às 1:44 AM
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Entrevista Nigel Brooke - Parte I
Entrevista com Nigel Brooke sobre Escola Eficaz. Nigel é professor convidado da Universidade Federal de Minas Gerais e consultor do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais da Faculdade de Educação. PhD em Estudos de Desenvolvimento da Universidade de Sussex, Inglaterra.
Carol: em 2005 o senhor participou de um seminário organizado pelo Instituto Unibanco sobre Diagnóstico e Alternativas de Políticas Públicas. O senhor termina a apresentação com a pergunta “A responsabilização tem futuro como política educacional no Brasil?” Qual seria a resposta hoje? O que mudou no Brasil até o presente?
Nigel Brooke: a responsabilização tem duas vertentes. Tem uma que é política e outra que é mais técnica. Aos poucos estamos resolvendo esses problemas técnicos. As primeiras políticas de responsabilização aqui no Rio de Janeiro, Ceará e outros lugares funcionavam na base da comparação entre o nível de desempenho dos alunos na escola em um ano e no ano seguinte para ver se a escola tinha conseguido melhorar.
Esta é uma metodologia bastante primária, é preciso muito mais do que isso. No mundo ideal você tiraria desta equação o nível sócio econômico dos alunos. Ou seja, você controlaria o nível sócio econômico da aprendizagem anterior dos alunos. O que o estado de São Paulo está fazendo agora, de estabelecer metas para a escola e só oferecer premiação ou bonus para as escolas que cumprem as metas já é um passo adiante em comparação com a metodologia anterior.
A parte política continua tão enrolada, tão difícil e os sindicatos não estão aceitando a idéia de que os professores de alguma forma devam ser responsabilizados pelos seus resultados. Isso ainda é um conceito muito complicado.
Carol: que países adotam a responsabilização como política de melhoria de resultados escolares que poderiam ser usados como exemplo de sucesso?
Nigel Brooke: sem a menor dúvida o país que mais avançou nessa área são os Estados Unidos, mas aqui na América Latina o Chile é que se destaca mais. Honestamente eu não sei quais são os países mundo afora que tem poltítica de responsabilização, mas o que se vê é que ao mesmo tempo que você estabelece política de responsabilização para os professores é preciso também construir políticas para todos os outros órgãos, agências e responsáveis pelo sistema educacional.
Os responsáveis pela pelas condições, pela criação de políticas de formação do professor. Todos os níveis governamentais que de alguma maneira devem contribuir para fornecer o serviço educacional. Não é só professor que é responsável. O professor tem toda razão de reclamar, porque até agora – pelo menos no Brasil – quem fica com esse encargo é somente o professor.
Postado por Ideias em Gotas às 3:56 PM
Entrevista Nigel Brooke - Parte II
Carol: o que é uma escola eficaz? Quais fatores efetivamente influenciam uma escola nesse sentido?
Nigel Brooke: para responder essa pergunta eu preciso escrever um livro (risos). Um outro livro (mais risos). Para dar uma resposta curta a escola eficaz é aquela que faz mais do que você esperaria dela levando em consideração os alunos que ela tem. Isso pode parecer cruel, mas a verdade é que há uma correlação fortíssima entre o nível sócio econômico dos alunos e a probabilidade de sucesso escolar.
Se a escola consegue sucesso com alunos cujos antecedentes ou condições não te levam a acreditar nesse sucesso ela está sendo eficaz. Não significa que é a melhor escola ou que tem os melhores resultados, mas levando em consideração os alunos que têm se consegue ir além do que estatisticamente você esperaria desses alunos, a escola está sendo eficaz.
Agora, como transformar uma escola que não é eficaz em escola eficaz é muito complicado. Muito mais complicado do que fazer pesquisa, porque mexe com a maneira da escola se enxergar, com a questão da autonomia da escola para de fato alterar o seu rumo, depende das pessoas daquela escola, dos incentivos, depende de muitos fatores.
Na verdade mesmo não tendo tanta tradição de pesquisa nesta área no Brasil, o que tem de informação acumulada que provavelmente tem aplicação aqui é muito. Não é por não saber como fazer uma boa escola. Não é por não saber como formar um bom professor. Não é por falta de informação que as nossas escolas não se modificam.
Não existem procedimentos instalados para que a escola possa rever a sua parte e alterar seus procedimentos.
Carol: a escola está engessada?
Nigel Brooke: muito, muito. Vivemos numa cultura burocrática, e a maneira em que as escolas são organizadas nas esferas públicas só enfatizam isso. Só consolidam uma miséria, essa incapacidade de mexer.
Carol: então podemos afirmar que o problema é muito mais politico do que de diagnóstico?
Nigel Brooke: eu diria. É um modelo de escola pública. Quem contrata o professor, como ele é alocado para as escolas, qual sua função uma vez alocado em determinada escola… Tudo isso vem contribuir para esse engessamento.
Outro extremo completo é a escola ou sistema onde é o próprio diretor ou conselho diretor da escola que decide que tipo de professor eles precisame que sai ao Mercado para procurar e contratar essas pessoas com um orçamento que é próprio da escola e o diretor vai criando dentro da escola a sua equipe e a própria dinâmica que ele quer. Temos absolutamente opostos. Esse sistema que estou descrevendo talvez não exista em lugar nenhum, mas é um outro extremo.
Na medida em que você quer criar uma escola capaz de identificar seus problemas e alterar sua prática você tem que andar na direção daquele outro extremo, senão a mudança vai ser muito lenta.
Carol: Fale um pouco sobre o GERES (estudo longitudinal sobre qualidade e equidade no ensino fundamental brasileiro).
Nigel Brooke: são 6 universidades públicas colaborando, é preciso muita organizacão para fazer a coisa decolar. Nem o CNPQ consegue isso. Voluntariamente cada uma dessas instituições se juntou neste projeto comum. Há financiamento para essa pesquisa, mas o financiamento é para os custos reais, para os aplicadores, custos de campo. Para os pesquisadores não há nenhuma gratificação, nenhum ganho em termos financeiros, só ganhos acadêmicos. Conseguimos manter coeso este grupo de 6 universidades durante já 5 anos , sem ninguém ganhar nada. Eu acho que para isso já merece um prêmio (risos), pois é um exemplo de como se mantém ativo o grupo de pesquisa em torno de um projeto, de um objetivo comum com sucesso. Tem dado certo, conseguimos levantas as últimas informações, agora é uma questão de processamento. Que não é fácil, mas daqui a pouco nós estamos com os dados da pesquisa completos e aí começa a festa dos pesquisadores que é de fazer as análises. De fato extrair as informações que estão aí. Essa fase daqui pra frente é muito prazeirosa, extrair as lições que os dados nos trazem.
Postado por Ideias em Gotas às 3:55 PM
Entrevista Nigel Brooke - Parte III (final)
Carol: em qual outro projeto educacional o senhor está participando no momento?
Nigel Brooke: estou com dois projetos da Secretaria de Educação de Minas Gerais. Um é um projeto de pesquisa e o outro que é um projeto de certificação.
O de pesquisa é interessante, é um projeto para descrever o perfil dos professores estaduais dos anos iniciais de todo o estado de Minas Gerais. O interesse especial nesta pesquisa é que é um “repeteco” de uma pesquisa de mesmo tipo realizada 12 anos atrás. Então vamos poder ver não só quem são os professores, mas no que esses professores são diferentes daqueles de 10, 12 anos atrás. De certa forma estaremos estabelecendo já uma série histórica para ver como o magistério vem mudando ao longo do tempo.
O outro é para estabelecer um sistema de certificação de professores. Minas Gerais têm discutido muito essa questão ao longo dos últimos anos e agora estamos colocando em prática essa idéia de estipular claramente o que é que se quer de um professor. Quais são os conhecimentos e as habilidades que, neste caso o professor dos anos iniciais, precisa ter?
E depois criar os instrumentos para avaliar se o professor tem ou não tem o que é preciso. A certificação deste tipo tem duas vantagens. Primeiro sinaliza para todo mundo o que é que deveria fazer parte da formação desses professores. Qual deveria ser o currículo dos cursos de formação.
E por outro lado, ao atestar que determinados professores de fato detém esse conhecimento, esse domínio que a Secretaria exige, mostra para a sociedade que existem professores excelentes. Tem professores que de fato merecem alguma distinção e que o sistema está criando esses professores que estão acima da media, e que têm essas competências todas. É um passo positivo, inclusive para poder conceder uma gratificação para esses professores, o que eu acho justo.
O valor simbólico desta certificação também é muito importante para o sistema no conjunto por elevar a auto estima.
Postado por Ideias em Gotas às 3:46 PM
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Curta Criativo 2009
Poderão se candidatar ao concurso:
- os alunos regularmente matriculados em cursos livres e técnicos de cinema do Estado do Rio de Janeiro.
- os alunos regularmente matriculados, em qualquer período, em instituições de ensino superior nos cursos de Cinema, Comunicação e Design do Estado do Rio de Janeiro.
Postado por Ideias em Gotas às 10:05 PM
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Dedução X Descrição
O multiculturalismo defendido pela professora Ana Canen propõe um currículo composto de conteúdos básicos que possam servir de estímulo à atividades escolares para o desenvolvimento das habilidades e competências, para que tanto aluno quanto professor possam lidar com a diversidade cultural.
“É preciso formarmos cidadãos com a capacidade de admitir que existem visões diferenciadas da vida e que temos que colocar um pouco entre parênteses os nossos próprios valores”, afirmou a professora no post do dia 13 de abril.
Para ilustrar este tema, disponibilizo aqui cena do filme alemão O Enigma de Kaspar Houser, de 1974 (Werner Herzog, "Jeder für sich und Gott gegen alle"), onde o professor rechaça a habilidade do aluno de chegar à mesma conclusão através de outro raciocínio.
Vale a pena conferir:
Postado por Ideias em Gotas às 3:56 PM
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Teach for America
O Teach for America (TFA) é um programa americano que procura colocar alunos de universidades de elite para dar aulas nas escolas localizadas nos bairros com piores indicadores. Ligado à uma organização sem fins lucrativos de mesmo nome criada em 1989, tem como objetivo reduzir as desigualdades de acesso à educação de boa qualidade nos Estados Unidos.
O programa recruta e treina jovens talentosos, com alto potencial de liderança e capacidade de serem agentes de mudança para serem professores durante 2 anos em escolas públicas em regiões de baixa renda.
Desde 1990 mais de 17.000 pessoas fizeram parte do TFA, atingindo mais de 1.000 escolas e mais de 3 milhões de alunos. Ana Gabriela Pessoa, ex-aluna da Universidade de Harvard, forneceu mais informações sobre o programa.
Ana é bacharel em Política, Filosofia e Economia e mestre em Educação. Perguntada se existem pesquisas comparativas em relação ao fato de estes profissionais não terem formação pedagógica ela esclareceu que no caso do Teach for America a formação pedagógica não faz muita diferença.
“A teoria mostra que não faz diferença, pois eles recebem treinamento durante 5 semanas e depois têm treinamento em serviço ao longo do ano”, afirmou. “Em relação ao controle da sala de aula os professores reclamam do mesmo problema que os professores brasileiros, mas eles têm técnicas para gerenciar esta situação.”
Postado por Ideias em Gotas às 5:34 PM
sexta-feira, 17 de abril de 2009
AS DEZ MELHORES PRAIAS DO BRASIL
O JORNAL BRITÂNICO THE GUARDIAN LISTA AS DEZ MELHORES PRAIAS DO BRASIL! 1.Alter do Chão (Pará) 2.Sancho (Fernando de Noronha) 3.Toque (Alagoas) 4.Taipus de Fora, península de Marau (Bahia) 5.Caraiva (Bahia) 6.Arpoador (Rio de Janeiro) 7.Lopes Mendes, Ilha Grande (Rio de Janeiro) 8.Fazenda (São Paulo) 9.Bonete (São Paulo) 10.Lagoinha do Leste (Santa Catarina) Deu no ex-blog do Cesar Maia.
Postado por Ideias em Gotas às 1:28 AM
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Proposta curricular para uma escola eficaz (parte I)
Carol: Qual sua posição em relação às novas tecnologias?
Ana: Como tudo na área da educação, podem ser usadas para efeitos positivos e para objetivos que não vão resultar em maior aprendizagem. A tecnologia no ensino se encaixa nesta perspectiva. Costumo dizer que trabalhar com a diversidade cultural dos nossos alunos, professores e escolas implica na sensibilidade real à esta diversidade. Isto é o que eu defendo no multiculturalismo, que é o conjunto de respostas à diversidade cultural. O que é a diversidade cultural? Diversidade étnica, racial, de classes sociais, de linguagem. Então se o professor, se o gestor educacional está atento à esta diversidade, se está sensibilizado para isso, pode usar qualquer recurso para ter resultados positivos, de valorizar essas culturas, de estabelecer um diálogo com essas culturas e promover efetivamente a aprendizagem.
No caso das tecnologias é a mesma coisa. O professor ou os alunos têm um computador, ou mesmo outras tecnologias como o vídeo, a televisão, são recursos que ajudam imensamente a área da educação. Nós somos muito privilegiados de termos esses recursos dentro da evolução da tecnologia. Mas isso não diminui o que eu tinha dito antes, é o professor que vai selecionar as mensagens que quer transmitir aos alunos, as atividades que quer comentar por intermédio das tecnologias, a forma como ele vai apresentar. Conjugar a tecnologia, que é um avanço extraordinário com a sensibilidade para um diálogo com as culturas, dosar as mensagens em linguagem compreensível, isso é um casamento perfeito.
Carol: O uso das tecnologias da informação e comunicação na educação está cada vez maior: a interação via rede, softwares de ensino, capacitação de professores para uso das novas tecnologias, experiências com e-mail, chat, portais, blogs etc. Tudo isso provoca o jovem de tal forma que sua atenção fica difusa?
Ana: Depende de como é tratado. Eu sempre defendo que você deve incentivar o aluno a ser um pesquisador. Ele não pode ser simplesmente uma pessoa que vai absorver passivamente os conhecimentos. Para ele ser um pesquisador, o professor primeiro tem que estar sensível à diversidade cultural. Quem são esses alunos com quem ele lida, de que comunidades são provenientes, quais são as culturas, quais são as linguagens, pra ele poder utilizar as ferramentas que vão ao encontro deste diálogo.
Em segundo lugar, ele tem que provocar de modo que esses alunos sejam pesquisadores. Como é que se faz uma pesquisa? Toda pesquisa surge de um problema. Se não há problema não tem o que pesquisar. Então quando a tecnologia é utilizada para que o aluno venha ser um pesquisador, para problematizar algum aspecto da realidade e pesquisar como resolver esse problema, ela não vai ocasionar a difusão. Existe a difusão se o professor não direcionar a pesquisa de forma correta. O tema não pode ser muito genérico, tem que dar um problema, ser mais específico, para o aluno não dispersar, porque o aluno não sabe o que é relevante e o que não é. Não sabe se um hiperlink é importante para o tema principal…
Sem direcionamento o aluno pega tudo o que vê pela frente como se fosse uma pesquisa, mas ele se perdeu, ficou confuso, se dispersou, como vc colocou muito bem. Mas se o professor dá um problema específico, faz perguntas exatas, a pesquisa virtual tem foco, parte de um problema, não é um tema amplo. Por mais que o aluno tenha várias informações naquela tecnologia, ele não vai se dispersar porque tem um fio condutor, tem um problema a responder. A base tanto para a tecnologia quanto para qualquer outra área da educação é o professor que conjugue os benefícios da tecnologia com um bom preparo que ele tenha, uma boa formação seja inicial ou continuada que lhe permita fazer de seus alunos pesquisadores, problematizadores. Ele guia, dá o fio condutor para este aluno mergulhar nos recursos tecnológicos e promover as respostas, promover uma aprendizagem efetiva.
Carol: Quanto maiores as oportunidades, mais chances as crianças e os jovens têm de desenvolver suas potencialidades. A escola tradicional está engessada e seu trabalho defende “diferentes idéias para diferentes pessoas e instituições.”. A escola eficaz deve oferecer educação musical, artística, e/ou religiosa; ensinar línguas e direitos humanos e/ou do consumidor?
Ana: O currículo é algo muito importante, central mesmo em uma escola. Uma escola eficaz, um sistema educacional eficaz se assenta num currículo eficaz. O que seria no meu entender um currículo eficaz? Seria tanto o da escola quanto o de formação dos professores. Não só de formação inicial, aquela que acontece nas universidades, como a formação em serviço, através das parcerias, que as secretarias de educação fazem com professores, com pesquisadores, com instituições de ensino superior para fornecer um currículo de formação de professores, neste caso em serviço continuado, que seja um currículo efetivo, que seja um currículo relevante. O currículo eficaz não precisa ser um somatório de conteúdos, porque senão acrescenta-se um monte de conteúdos e isso acaba que não tem fim.
O currículo é a alma da Educação. Tanto o das escolas como o de formação inicial e em serviço, dos professores. O que seria um currículo relevante? No caso da escol não adianta ficar acrescentando conteúdos. O currículo deve ser uma articulação muito bem feita entre conteúdos, competências e habilidades. Você não quer só uma criança que decore conteúdos de todas as áreas, você quer que ela seja estimulada a desenvolver competencias e habilidades. Por exemplo, você quer que ela desenvolva uma habilidade de respeito às diferenças se você está dentro de uma visão multicultural. Uma competência de lidar com essa diversidade, pois ela vai ser um profissional que no futuro vai ter que lidar com o mundo em transformação, com as tecnologias, vai ter que lidar com a diversidade das pessoas, tem que ter esta competência de aceitar as diferenças, de lidar com isso.
Então o currículo eficaz não é só aquele que vai acrescentando conteúdos, é aquele que articula esses conteúdos à criação, ao desenvolvimento de habilidades, e para isso não precisa de uma quantidade enorme de conteúdos. Alguns conteúdos básicos que possam servir de estímulo à atividades como estudos de casos, laboratórios, simulações, dramatizações que vão estimular o desenvolvimento dessas competências, a competência de lidar com a diversidade cultural. A competência de admitir que existem visões diferenciadas da vida e que nós temos que colocar um pouco entre parênteses os nossos próprios valores.
Existem visões diferenciadas da vida e nós temos que colocar um pouco entre parênteses os nossos valores.
Habilidade de estudo. Muitas pessoas as vezes têm na escola aqueles conteúdos todos, mas o currículo não está fornecendo oportunidades de desenvolver habilidades de estudo individual, de procurar informação na tecnologia, de problematizar um assunto. Direitos humanos, teatro, música, são partes importantes do currículo, mas tem que haver em primeiro lugar um diálogo, desses conteúdos com a diversidade das crianças, com as habilidades. Nem todos tem potencial para todas as coisas.Tem que tentar conhecer a diversidade cultural, étnica, de linguagem dos alunos e tentar dar à eles um pouco de poder para escolher caminhos nesse currículo de acordo com as suas habilidades e suas tendências é um dos caminhos bons. Em algum momento, se ele em conjugação com professores e gestores achar que a música é um caminho que tem a ver com suas potencialidades, tem que perseguir níveis mais aprofundados de música. Oferecer a oportunidade de um currículo variado no primeiro momento, mas tentar entender a diversidade cultural e ir aprimorando de acordo com as potencialidades, este é o primeiro aspecto.
O segundo aspecto é que todos esses conteúdos não sejam exaustivos, que sirvam não só para dar as informações necessárias como também para estimular competências e habilidades. Competência para lidar com o diferente, a habilidade de lidar com a diversidade, habilidades éticas, comportamento ético. O currículo eficaz não é um somatório de conteúdos. São alguns conteúdos que estejam em diálogo com as potencialidades, com as singularidades das crianças, com as necessidades do momento atual e que forneçam elementos para se trabalhar com habilidades e competências e não só com conteúdos a serem detonados.
Postado por Ideias em Gotas às 12:12 AM

